Migração de grupos e projetos de GitLab.com ou de uma instância GitLab self-managed para a instância GitLab self-managed do cliente, inclusive uma instância implantada pela Pointer. O método padrão é o Direct Transfer, recurso nativo da plataforma GitLab, orquestrado pelo GitLab Congregate e disparado por onda pelo pipeline Pointer, que também executa o pós-importação, a verificação no destino, a contagem independente origem × destino e o rollback da onda. Quando o Direct Transfer não é possível (rede ou versão), a alternativa é o método por arquivo (exportação e importação de projetos).
1. Para quem
- Grupos e projetos em GitLab.com que passam a operar em uma instância GitLab self-managed do cliente.
- Instância GitLab self-managed que será substituída ou consolidada em outra instância GitLab self-managed, inclusive uma instância implantada pela Pointer.
- Instância de origem sem conectividade HTTPS a partir do destino ou fora da regra de versões do Direct Transfer: método por arquivo.
- Migrações que precisam associar autoria e memberships aos usuários do destino, criados na migração ou já provisionados por LDAP ou SAML.
2. Onde executamos
O host de migração fica na rede do cliente (data center próprio ou nuvem), só com conexões de saída para a origem, o destino e os serviços da GitLab usados pelo pipeline. A instância GitLab de destino é a do cliente, on-premises ou em nuvem. O Direct Transfer exige que a instância de destino alcance a origem por HTTPS.
3. Escopo do serviço
- Discovery de migração e revisão do inventário da origem (Levantamento da Plataforma, quando contratado, e inventário gerado pelo pipeline).
- Plano de ondas: grupos inteiros e projetos avulsos por onda, também por planilha, com destino de cada item, janela, aprovador e janela de rollback.
- Preparação do projeto do engajamento e da stack do GitLab Congregate no host de migração do cliente, com verificação prévia (preflight) contra a origem e o destino.
- Execução das ondas por Direct Transfer (ou pelo método por arquivo): onda piloto, simulação, migração com aprovação, pós-importação, verificação no destino e contagem independente origem × destino.
- Usuários: criação pelo GitLab Congregate ou uso de usuários já provisionados no destino, e reatribuição em lote dos usuários placeholder.
- Cópia das imagens de contêiner da origem para o registry de destino, quando incluída no plano.
- Reescrita de referências à origem nos repositórios (relatório ou um merge request por projeto).
- Corte por onda: arquivamento dos projetos na origem, com opção de desfazer.
- Rollback da onda dentro da janela acordada e remigração no mesmo caminho.
- Encerramento: remoção dos dados do engajamento no host de migração, remoção do runner, revogação dos tokens e relatório de encerramento.
4. Origens, destino e métodos suportados
| Origem | Destino | Método | Versões mínimas | Estado |
|---|---|---|---|---|
| GitLab.com | GitLab self-managed | Direct Transfer orquestrado pelo GitLab Congregate | Destino 16.8 ou superior; origem no máximo duas versões minor anteriores ao destino | Disponível |
| GitLab self-managed | GitLab self-managed | Direct Transfer orquestrado pelo GitLab Congregate | Origem e destino 16.8 ou superior; origem no máximo duas versões minor anteriores ao destino | Disponível |
| GitLab self-managed | GitLab self-managed | Exportação e importação por arquivo orquestradas pelo GitLab Congregate (alternativa ao Direct Transfer) | Destino na mesma versão da origem ou posterior; exportação de até duas versões minor anteriores ao destino | Disponível |
- Destino: somente GitLab self-managed, inclusive instância implantada pela Pointer. GitLab.com e GitLab Dedicated como destino estão no roadmap.
- Regra de versões do Direct Transfer (documentação GitLab): origem e destino na versão 16.8 ou superior e origem no máximo duas versões minor anteriores ao destino. O preflight reprova fora da regra e gera alerta quando a origem é mais nova que o destino.
- Método por arquivo: exige token de administrador na origem e no destino (pipeline Pointer).
- Recursos pagos (por exemplo épicos, regras de aprovação e push rules) só migram com o nível de assinatura correspondente no destino.
- Outras origens: GitHub (PS-MIG-02), Azure DevOps (PS-MIG-03) e Bitbucket Cloud (PS-MIG-04). Bitbucket Server/Data Center e AWS CodeCommit estão no roadmap.
5. Recursos configurados
| Recurso | Classificação | Detalhe |
|---|---|---|
| Direct Transfer | Nativo | Recurso nativo da plataforma GitLab: a instância de destino busca grupos e projetos na origem pela API. Disparado pelo GitLab Congregate a partir do pipeline, onda a onda. |
| Ondas de grupos e de projetos avulsos, também por planilha | Requer configuração | Cada onda reúne grupos inteiros (com subgrupos e projetos) e projetos avulsos; a planilha tem as colunas onda e grupo ou projeto, e o inventário da origem serve de modelo. Destino de cada item = grupo pai no destino + caminho na origem. Onda com grupos e projetos avulsos roda em dois ciclos: grupos, depois projetos. |
| Simulação da onda | Requer configuração | Execução do GitLab Congregate em modo simulação, sem criar nada no destino; no Direct Transfer, confere cada item do pacote simulado contra o plano da onda e reprova caminho de destino já ocupado. A migração da onda só fica disponível depois da simulação com sucesso. |
| Pós-importação | Requer configuração | O GitLab Congregate recria itens que o Direct Transfer não migra, como variáveis de CI/CD, ambientes, feature flags, deploy keys, webhooks, regras de aprovação, pacotes e Terraform states (detalhe na matriz do documento de pré-requisitos). Itens pagos só são recriados com o nível de assinatura da origem informado no plano. |
| Cópia das imagens de contêiner | Requer configuração | Opcional. O pipeline copia as imagens tag a tag com o Docker do host de migração (login temporário, pull, tag, push e remoção local). |
| Criação de usuários | Requer configuração | Opcional. O GitLab Congregate cria no destino os usuários da origem, com token de administrador nos dois lados; antes das ondas, no método por arquivo, ou junto com cada onda, no Direct Transfer. |
| Reatribuição em lote dos usuários placeholder | Requer configuração | No Direct Transfer, contribuições e memberships chegam em usuários placeholder, mecanismo nativo da plataforma GitLab, mesmo quando o usuário já existe no destino. O pipeline reatribui em lote pela API de reatribuição (correspondência por e-mail, username ou planilha origem → destino), acompanha o estado e reaplica os aprovadores das regras de aprovação. Sem a opção de reatribuição sem confirmação no destino, cada usuário aceita o pedido. |
| Verificação no destino e contagem independente origem × destino | Requer configuração | Por API: existência de cada item, número de projetos por grupo e status do Direct Transfer. Contagem item a item: branches, tags, issues, merge requests e subgrupos a menos no destino reprovam a onda; releases, milestones, variáveis, ambientes, agendamentos, webhooks, feature flags, pacotes, labels, push rule, regras de aprovação, membros, tags de registry, bytes de LFS, épicos e autoria em placeholder divergentes geram alerta. Inclui o relatório de diferenças do GitLab Congregate. |
| Rollback da onda na janela | Requer configuração | Remove do destino, em ordem inversa, os grupos e projetos da onda criados dentro da janela (padrão 24 horas, de 1 a 720 horas); exclusão agendada por padrão ou permanente. Com cópia de imagens, remove antes as imagens. Remove o grupo intermediário vazio criado na janela. Usuários não são removidos. |
| Remigração | Requer configuração | O rollback com exclusão permanente libera o caminho no destino para migrar a mesma onda de novo. |
| Reescrita de referências à origem | Requer configuração | O GitLab Congregate procura nos repositórios da onda URLs, remotos SSH e include de CI/CD que apontam para a origem. Por padrão só gera relatório; com aplicação, abre um merge request por projeto para revisão do cliente. |
| Arquivamento da origem (corte) | Requer configuração | Arquiva na origem os projetos da onda, que ficam somente leitura, e registra os que já estavam arquivados; o desfazer não desarquiva o que o cliente já tinha arquivado. |
| Tratamento de segredos no host | Requer configuração | A configuração do GitLab Congregate com os tokens é gerada no início de cada job e apagada no fim; toda saída passa por um sanitizador que remove os tokens e as formas base64 deles e mascara e-mails (ficam a primeira letra e o domínio). Os logs sem sanitização ficam só no host de migração. |
6. Ferramentas
GitLab Congregate
Versão 8.6.0 fixada por digest, com MongoDB 8.0.12 e Redis 6.2 também fixados, em uma stack de contêineres exclusiva do engajamento no host de migração, sem portas publicadas. Lista a origem, encena os grupos e projetos de cada onda, dispara o Direct Transfer ou a exportação e importação por arquivo, executa o pós-importação, a reescrita de referências e o rollback.
Direct Transfer
Método padrão: migra grupos e projetos pela API, executado pela instância de destino.
Exportação e importação de projetos por arquivo
Método alternativo quando o Direct Transfer não é possível (rede ou versão).
psctl
Valida o plano de migração, gera e apaga a configuração do GitLab Congregate em cada job, executa o preflight por API, resolve cada onda, verifica o destino, faz a contagem independente, reatribui os usuários placeholder, sanitiza as saídas e gera os relatórios.
GitLab Runner
Runner de executor shell, exclusivo do projeto do engajamento, instalado no host de migração do cliente; executa todos os jobs exceto os de validação.
7. Como o pipeline Pointer executa
- Validação do plano de migração (automática a cada alteração): origem, destino, host, usuários, ondas e variáveis exigidas.
- Preparação do host de migração: stack do GitLab Congregate com versões fixas, sem portas publicadas.
- Verificação prévia da migração (automática): tokens, versões, Direct Transfer habilitado, grupo pai no destino, papel Owner na origem e configuração do GitLab Congregate.
- Inventário da origem: grupos, projetos e usuários do escopo, tamanhos de repositório, LFS, pacotes e registry, projetos fora de ondas.
- Criação dos usuários antes das ondas (opcional; método por arquivo).
- Por onda: Simulação da onda → Migração da onda (com aprovação), com pós-importação, cópia de imagens, reatribuição, verificação no destino e contagem origem × destino.
- Depois da onda: Referências à origem nos repositórios, Corte: origem somente leitura (e Desfazer o corte) e Reversão da onda (rollback) dentro da janela.
- Encerramento: remoção dos dados do host.
8. Metodologia
Assessment → Implantação → Otimização → Transferência de conhecimento.
Assessment
- Kick-off: escopo (origem, destino, volumes), janelas, congelamento de escrita na origem por onda, aprovadores de cada onda e do rollback.
- Discovery de migração: versões e método, nível de assinatura da origem, rede destino → origem, usuários e mapeamento, registries e pacotes, CI/CD e integrações; respostas registradas no registro de decisões do engajamento.
- Envio do documento de pré-requisitos (PR-MIG-01) e acompanhamento do checklist de prontidão.
- Criação do projeto do engajamento e validação do plano de migração pelo pipeline.
- Preparação do host de migração, verificação prévia (preflight) sem erro e inventário da origem.
- Plano de ondas: onda piloto e ondas seguintes, com nenhum projeto fora de onda sem decisão registrada.
Implantação
- Criação dos usuários antes das ondas, quando o método por arquivo ou a criação de usuários estiver no plano.
- Onda piloto: simulação, migração e validação funcional com o cliente (clone, merge requests, issues e pipelines).
- Ondas seguintes: uma janela por onda, com a origem em modo somente leitura durante a janela.
- Verificação e contagem origem × destino de cada onda; alertas analisados e registrados; rollback dentro da janela quando necessário.
Otimização
- Pós-migração: reescrita de referências à origem (merge request por projeto para revisão do cliente), usuários placeholder sem correspondente, runners e integrações no destino e demais itens de tratamento manual da matriz.
- Corte: arquivamento da origem por onda e comunicação aos usuários, com opção de desfazer.
Transferência de conhecimento
- Revisão dos relatórios das ondas e dos alertas aceitos com a equipe do cliente.
- Entrega do repositório do engajamento com o plano, o registro de decisões e os relatórios.
- Encerramento: remoção dos dados do engajamento no host de migração, remoção do runner, revogação dos tokens, relatório de encerramento e aceite.
9. Entregáveis
| Entregável | Descrição | Formato |
|---|---|---|
| Relatório de verificação prévia | Origem, destino, método, versão do GitLab Congregate, erros e alertas das verificações por API. | Markdown (artefato do pipeline) |
| Inventário da origem | Contagens de grupos, projetos, arquivados, vazios e usuários, e planilha por projeto com visibilidade, última atividade, tamanhos de repositório, LFS, pacotes e registry, onda e destino; sem tokens, e-mails ou membros. | Markdown e CSV (artefato do pipeline) |
| Plano de ondas | Grupos e projetos de cada onda, destino de cada item, grupos intermediários criados e ciclos de execução, validado pelo pipeline. | Repositório do engajamento (YAML e CSV) e Markdown por onda |
| Relatório de usuários | Quando há criação de usuários: usuário na origem × usuário no destino e situação, sem e-mails. Quando há reatribuição: estado de cada usuário placeholder e aprovadores reaplicados. | Markdown (artefato do pipeline) |
| Relatório de simulação de cada onda | Conferência do pacote simulado contra o plano da onda e caminhos de destino livres. | Markdown (artefato do pipeline) |
| Relatório de cada onda | Verificação no destino, status do Direct Transfer, contagem independente origem × destino item a item, relatório de diferenças do GitLab Congregate e, com cópia de imagens, a lista de imagens copiadas. | Markdown, JSON e HTML (artefato do pipeline) |
| Relatório de referências à origem | Projetos com ocorrências de URLs, remotos SSH e include apontando para a origem, reescritas e retidas. | Markdown, JSON e CSV (artefato do pipeline) |
| Relatório de arquivamento da origem | Ação por projeto no corte e estado anterior de cada um; relatório equivalente quando o corte é desfeito. | Markdown (artefato do pipeline) |
| Relatório de rollback | Quando executado: estado de cada grupo e projeto da onda no destino após o rollback. | Markdown (artefato do pipeline) |
| Registro de decisões | Decisões do engajamento: ondas, exceções, alertas aceitos, placeholders sem correspondente e momento do corte. | Repositório do engajamento |
| Relatório de encerramento | Resultado das ondas, alertas aceitos, itens de tratamento manual, usuários placeholder pendentes, remoção dos dados do host e do runner e revogação dos tokens. | Documento |
10. Premissas
- A instância GitLab self-managed de destino está instalada e em operação, em versão dentro da regra do método escolhido, com as configurações do documento de pré-requisitos.
- O cliente provisiona o host de migração, o runner e a conectividade de rede, e fornece os tokens com os papéis e escopos exigidos.
- Grupos e projetos de cada onda não são alterados na origem depois do início da migração da onda: alterações podem não ser copiadas para o destino (documentação GitLab).
- O nível de assinatura da origem é informado no plano: com o nível errado, o GitLab Congregate ignora sem erro itens pagos como regras de aprovação, webhooks e push rules.
- O rollback só remove o que a onda criou dentro da janela acordada; usuários criados não são removidos.
- Limites padrão do Direct Transfer na instância de destino, configuráveis: 5 GiB por relação baixada, 25 GiB por arquivo descompactado e 6 migrações por minuto por usuário.
- Os relatórios ficam como artefatos dos jobs no projeto do engajamento: 90 dias para a preparação do host e o preflight, 1 ano para os demais.
- Cada engajamento usa uma versão fixa dos componentes do pipeline e do GitLab Congregate; mudança de versão só por merge request.
Fora do escopo
- Destino GitLab.com ou GitLab Dedicated (roadmap).
- Origens Bitbucket Server/Data Center e AWS CodeCommit (roadmap); GitHub, Azure DevOps e Bitbucket Cloud têm ofertas próprias.
- Itens classificados como “não migra” na matriz do documento de pré-requisitos; recriação só por acordo.
- Operação sem acesso à internet no host de migração (air-gapped), que está no roadmap.
Responsabilidades do cliente
- Instância de destino com Direct Transfer habilitado, grupo pai privado ou interno e demais configurações de administrador.
- Host de migração dedicado com Docker, runner shell do engajamento e rede: host → origem, destino e serviços da GitLab; destino → origem por HTTPS.
- Tokens da origem e do destino com os papéis e escopos exigidos, cadastrados como variáveis protegidas do projeto do engajamento.
- Aprovador de cada onda e do rollback, janelas de manutenção e congelamento de escrita na origem durante a janela.
- Decisão sobre usuários: criação, usuários já provisionados, correspondência origem → destino e responsável pelos placeholders sem correspondente.
- Validação funcional dos projetos críticos de cada onda, revisão dos merge requests de reescrita de referências e comunicação do corte aos usuários.
Detalhamento no documento de pré-requisitos PR-MIG-01, enviado após a escolha do serviço.
11. Duração
Prazo definido na proposta, a partir do Levantamento da Plataforma.
A duração depende do volume de dados e do número de projetos, do número de ondas, das janelas de mudança e da prontidão dos pré-requisitos. O Levantamento da Plataforma estima a duração por onda com coeficientes ajustados aos exemplos de duração publicados pela GitLab, que informa não haver fórmula exata; a estimativa é recalibrada com a onda piloto.
Limites de execução do pipeline: o job de migração de cada onda tem limite padrão de 8 horas e cada comando do GitLab Congregate, de 21.600 segundos (6 horas); o pós-importação é aguardado por até 30 minutos por ciclo. Toda estimativa de prazo depende do volume real, dos limites de API e da infraestrutura da origem e do destino, e não é garantia de prazo.
12. Documentos relacionados
- PR-MIG-01 · Pré-requisitos: Migração GitLab para GitLab self-managed
- PS-MIG-02 · Migração GitHub para GitLab self-managed
- PS-MIG-03 · Migração Azure DevOps para GitLab self-managed
- PS-MIG-04 · Migração Bitbucket Cloud para GitLab self-managed
